Evangélicos podem participar de festas juninas?

  • 27/06/2024
  • 0 Comentário(s)

Evangélicos podem participar de festas juninas?

Algumas igrejas adaptam o evento e fazem “festas caipiras”. Por mais que tentem se afastar da tradição, os crentes, no dia a dia, esbarram nela e precisam lidar com esse dilema

Por Victor Rodrigues

As festas juninas, nesta época do ano, são uma atração nas escolas, nas comunidades e até nas empresas. A origem delas é católica, em homenagem a “Santo Antônio”, “São João”, “São Pedro” e “São Paulo”, motivo pelo qual igrejas evangélicas não aderem à festividade. Algumas, entretanto, adaptam a tradição, desvinculam o evento dos nomes dos santos e promovem “Festas Caipiras”.

A grande questão é que, por mais que as igrejas tentem se afastar da tradição, os evangélicos, no dia a dia, esbarram nela e precisam lidar com questões como: devo deixar meus filhos participarem das festas juninas nas escolas?

Um vídeo que viralizou na internet nos últimos dias mostra uma mãe falando com a filha pequena sobre o assunto.

“Sua fantasia é outra, a sua fantasia não é de festa junina, a sua fantasia vai ser de rainha Ester, lá na sua igreja, no culto infantil (…). Porque festa junina não pertence a você, não. Já decidiu se você é crente ou se você não é?”, questiona a mãe. Assista!

Tocador de vídeo

00:00
00:29

Comunhão conversou sobre o assunto com o pastor Pedro Nóia, da Comunidade Batista Cristã em Vila Velha (ES), e com o bispo Eric Rodrigues, da Igreja Anglicana Âncora, no Centro de Vitória (ES).

Para Eric Rodrigues, evangélicos não devem participar de nada de forma acrítica e também não devem ser seguidores cegos. A alienação e o isolacionismo, segundo ele, não são marcas de uma fé madura.

“A tentativa de disfarçar a festa junina revela algo: temos a necessidade de celebrar juntos, mas o medo de parecer católicos tem feito evangélicos inventarem entretenimentos vazios”, comenta.

Rodrigues destaca que essa é uma festa de origem cristã e que a não celebração proporciona a secularização da cultura. “Nossa tarefa é promover o caráter religioso e cristão dessa festa popular. Dessa forma, corremos o risco de transformar o Natal em festa da família, a Páscoa em festa do chocolate, e depois nos perguntaremos por que a cultura está tão distante do cristianismo”, diz.

O pastor Pedro Nóia diz que cada igreja local tem sua interpretação a respeito das festas culturais ou populares. “Não temos por costume demonizar nem comemorar tais festas, apenas aconselhamos nossos fiéis a terem uma consciência limpa e a evitarem escandalizar outros irmãos, tanto pelo excesso quanto pela condenação veemente. Os extremos podem nos tornar sincréticos ou farisaicos”, assegura.

Nóia chama a atenção para a importância de conhecer a declaração de fé da igreja local e seus usos e costumes, antes de membrar, para depois não reclamar das restrições. “Discipulados e batizados, geralmente, não têm problemas de adaptação”, afirma.

“Nosso cuidado maior deve ser com nossas crianças. Elas estarão sujeitas a esses convites e devemos ter muito critério para permitir ou impedir a participação delas. Conscientizá-las da verdade cristã e da comunhão delas com seus ‘amiguinhos’ talvez deva preceder da sentença e responsabilidade dos pais”, completa Pedro, afirmando que a comunidade cristã precisa, antes de tudo, ter uma convivência harmoniosa com outros, pois isso é sinal de maturidade e contextualização cristã para o Século XXI.

Fonte:https://comunhao.com.br/ 


#Compartilhe

0 Comentários


Deixe seu comentário








Aplicativos


Locutor no Ar

Anunciantes